Crônicas de um Gato Laranja

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Pequenos Rituais

Pequenos Rituais

Aug 27, 2025

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Acordei por volta das 10h46. Ou seja, tarde demais para o café da manhã na casa da senhora dos petiscos. A essa altura do dia ela já devia ter passado na floricultura e estava a caminho de seu compromisso diário. Compromisso esse que, em algum momento, eu precisava descobrir.

De qualquer forma, me limpei como todos os dias e desci para a sacada do terceiro andar. Mesmo quando a senhora não estava lá, gostava do clima arejado e do cheiro das flores: jasmim e orvalho, o doce aroma das manhãs quentes de verão. Eram minha combinação favorita. Podia estar atrasado para o café da manhã, mas não perderia o almoço.

Fiquei alguns longos minutos deitado, aproveitando a sacada, quando ela chegou. Ouvi o bater da porta e o barulho de dezenas de sacolas se esfregando uma na outra. Ao colocá-las sobre a mesa, veio abrir as janelas da sacada – “Bom dia gatinho. Veio atrasado hoje” – Falou ao me ver. Aparentemente humanos idosos são bem pontuais em seus afazeres, quem sabe quando eu for um gato mais velho acaba entendendo o motivo. Entrei e me sentei no tapete da sala e ela guardou as compras em sua cozinha.

De alguma forma ela parecia diferente naquela manhã parecia um pouco cansada. Colocou em sua pequena vitrola algumas músicas melancólicas e enquanto fazia o almoço começou a chorar. Em outra época eu ficaria preocupado tentando entender por que ela estava chorando. Mas agora sabia que ela sempre fazia isso. Mesmo estando feliz, às vezes ela chorava. Sinceramente eu nunca entendi o real motivo por trás desse comportamento. Mas acredito que para os humanos, a tristeza é tão importante quanto a felicidade. Ela os lembra de que estão vivos, e mesmo parecendo contraditório, essa sensação de alguma maneira os conforta.

Esperei pela minha comida alguns minutos, até que ela colocou o pote na sacada. Enquanto comia, vi de canto de olho ela mudando a música para uma mais alegre e animada. Como num passe de mágica, secou as lágrimas e se pôs a dançar. Como se a tristeza que há pouco a envolvia nunca tivesse existido. Não pude evitar dar um pequeno sorriso. Nada como a singularidade das questões humanas.

Acordei por volta das 10h46. Ou seja, tarde demais para o café da manhã na casa da senhora dos petiscos. A essa altura do dia ela já devia ter passado na floricultura e estava a caminho de seu compromisso diário. Compromisso esse que, em algum momento, eu precisava descobrir.

De qualquer forma, me limpei como todos os dias e desci para a sacada do terceiro andar. Mesmo quando a senhora não estava lá, gostava do clima arejado e do cheiro das flores: jasmim e orvalho, o doce aroma das manhãs quentes de verão. Eram minha combinação favorita. Podia estar atrasado para o café da manhã, mas não perderia o almoço.

Fiquei alguns longos minutos deitado, aproveitando a sacada, quando ela chegou. Ouvi o bater da porta e o barulho de dezenas de sacolas se esfregando uma na outra. Ao colocá-las sobre a mesa, veio abrir as janelas da sacada – “Bom dia gatinho. Veio atrasado hoje” – Falou ao me ver. Aparentemente humanos idosos são bem pontuais em seus afazeres, quem sabe quando eu for um gato mais velho acaba entendendo o motivo. Entrei e me sentei no tapete da sala e ela guardou as compras em sua cozinha.

De alguma forma ela parecia diferente naquela manhã parecia um pouco cansada. Colocou em sua pequena vitrola algumas músicas melancólicas e enquanto fazia o almoço começou a chorar. Em outra época eu ficaria preocupado tentando entender por que ela estava chorando. Mas agora sabia que ela sempre fazia isso. Mesmo estando feliz, às vezes ela chorava. Sinceramente eu nunca entendi o real motivo por trás desse comportamento. Mas acredito que para os humanos, a tristeza é tão importante quanto a felicidade. Ela os lembra de que estão vivos, e mesmo parecendo contraditório, essa sensação de alguma maneira os conforta.

Esperei pela minha comida alguns minutos, até que ela colocou o pote na sacada. Enquanto comia, vi de canto de olho ela mudando a música para uma mais alegre e animada. Como num passe de mágica, secou as lágrimas e se pôs a dançar. Como se a tristeza que há pouco a envolvia nunca tivesse existido. Não pude evitar dar um pequeno sorriso. Nada como a singularidade das questões humanas.

Acordei por volta das 10h46. Ou seja, tarde demais para o café da manhã na casa da senhora dos petiscos. A essa altura do dia ela já devia ter passado na floricultura e estava a caminho de seu compromisso diário. Compromisso esse que, em algum momento, eu precisava descobrir.

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Fiquei alguns longos minutos deitado, aproveitando a sacada, quando ela chegou. Ouvi o bater da porta e o barulho de dezenas de sacolas se esfregando uma na outra. Ao colocá-las sobre a mesa, veio abrir as janelas da sacada – “Bom dia gatinho. Veio atrasado hoje” – Falou ao me ver. Aparentemente humanos idosos são bem pontuais em seus afazeres, quem sabe quando eu for um gato mais velho acaba entendendo o motivo. Entrei e me sentei no tapete da sala e ela guardou as compras em sua cozinha.

De alguma forma ela parecia diferente naquela manhã parecia um pouco cansada. Colocou em sua pequena vitrola algumas músicas melancólicas e enquanto fazia o almoço começou a chorar. Em outra época eu ficaria preocupado tentando entender por que ela estava chorando. Mas agora sabia que ela sempre fazia isso. Mesmo estando feliz, às vezes ela chorava. Sinceramente eu nunca entendi o real motivo por trás desse comportamento. Mas acredito que para os humanos, a tristeza é tão importante quanto a felicidade. Ela os lembra de que estão vivos, e mesmo parecendo contraditório, essa sensação de alguma maneira os conforta.

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